
Batalhão do Exército entrega 6 armas de Bolsonaro
O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que entregou à Polícia Federal as armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estavam sob sua guarda. O comando também informou que duas das oito armas que, segundo a defesa do ex-presidente, estariam no Batalhão de Polícia do Exército não se encontram sob a posse do Exército.
No entanto, o número de série de uma delas é o mesmo da arma do ex-presidente que foi apreendida em uma blitz em Brasília com um militar do Exército que atua na segurança do ex-presidente (releembre o caso abaixo).
Após a divulgação da nota do Exécito, a defesa de Bolsonaro disse que fez uma nova verificação no armamento do ex-presidente e afirmou que a outra arma, uma espingarda, está em uma importadora no Rio Grande do Sul.
Questionada, a defesa do ex-presidente informou que a outra arma, uma espingarda, se encontra em uma empresa importadora de artigos bélicos, no Rio Grande do Sul. A arma teria sido um presente ao ex-presidente e que não chegou a ser retirada por Bolsonaro
Na manhã desta segunda-feira (6), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega, para a Polícia Federal, de 8 armas de propriedade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estão, segundo advogados, com o Exército.
O ministro do STF deu a ordem após a defesa de Bolsonaro informar na sexta-feira (3) que essas armas estavam no Batalhão de Polícia do Exército.
Também na última sexta, ao manter o ex-presidente preso em regime domiciliar, o ministro do STF determinou a entrega de 10 armas vinculadas a Bolsonaro .
Diante da decisão de Moraes, a defesa de Bolsonaro informou que, dessas 10 armas, duas já haviam sido entregues para a Polícia Federal em abril de 2023, após ordem do Tribunal de Contas da União (TCU). Outras oito, disseram os advogados ao STF, estavam com o Batalhão de Polícia do Exército.
Lista das armas
Conforme a decisão de Moraes, pelo menos 10 armas estão vinculadas a Bolsonaro. As oito que a defesa afirma que estão armazenadas no Batalhão de Polícia do Exército são:
Pistola Forjas Taurus calibre .380 Automatic (uso permitido)
Pistola Forjas Taurus calibre .40 Smith & Wesson (uso restrito)
Pistola Glock calibre 9x19 COLOmm Parabellum (uso restrito)
Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62x51 mm (uso restrito)
Espingarda Typhoon calibre 12 GA (uso restrito)
Pistola Arex calibre 9x19 mm Parabellum (uso restrito)
Pistola SIG-Sauer calibre 9x19 mm Parabellum (uso restrito)
Espingarda Maestro Arms Company (uso permitido)
As outras duas, conforme a defesa, estão com a Polícia Federal. São as seguintes:
Carabina/Fuzil Caracal calibre 5,56x45 mm
Pistola Caracal calibre 9x19 mm Parabellum
Segundo o Comandante do Batalhão de Polícia do Exército, as armas que não estão armazenadas no complexo são a Pistola Glock e a Espingarda Maestro Arms Company.
A defesa do ex-presidente informou que a espingarda se encontra em uma empresa importadora de artigos bélicos sediada no Rio Grande do Sul.
Segundo os advogados de Bolsonaro, o armamento foi um presente ao ex-presidente e que "sequer chegou a ser retirado das dependências da empresa, circunstância que explica sua permanência naquele estabelecimento comercial até o presente momento".
A defesa pediu que o ministro indique as providências adequadas para a entrega do armamento.
Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, em Brasília — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Arma apreendida em blitz
No mês passado, Estácio Leite da Silva Filho, um militar do Exército que atua na segurança do ex-presidente, foi parado em uma blitz da Polícia Militar em Taguatinga, no Distrito Federal, com uma arma do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a corporação, Estácio não tinha autorização do proprietário para transitar com a arma e estava em desacordo com as exigências legais.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro reconheceu que o político pediu ajuda a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para consertar uma arma de fogo registrada em seu nome.
No documento enviado ao STF, os advogados afirmam que a própria equipe de segurança de Bolsonaro tinha deixado a arma de fogo inoperante para evitar riscos, frente às condições de saúde mental do político.
🔎 Quando a Polícia Civil indicia alguém, significa que a investigação foi concluída e que foi formalizada a suspeita de que essa pessoa é autora ou participante de um crime. O inquérito policial é encaminhado para o Ministério Público, que deve avaliar se levará o caso para a Justiça.