‘Sou contra a compra de votos e, mesmo que quisesse comprar, não tinha recurso’, diz Zema

‘Sou contra a compra de votos e, mesmo que quisesse comprar, não tinha recurso’, diz Zema — Politics | Versia.media

O pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema — Foto: Reprodução

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) declarou nesta segunda-feira (15) ser contrário à "compra de votos" para conseguir apoio parlamentar e afirmou que, ao assumir o estado, não havia sequer dinheiro disponível para esse tipo de negociação.

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A afirmação foi feita durante o VEJA Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo. Zema participou de uma entrevista sobre a profissionalização da gestão pública.

"Sou contra a compra de votos e, ainda que quisesse comprar, se concordasse, não havia recurso. E precisamos ser criativos", declarou.

Zema contou que assumiu o governo mineiro com apenas três parlamentares de seu partido em uma Assembleia Legislativa composta por 77 deputados estaduais, e com o estado em uma situação financeira complicada.

Segundo ele, o governo elaborou uma lista de obras estruturantes, como recuperação de estradas, reformas de escolas e conclusão de hospitais e unidades básicas de saúde, e sugeriu que o Executivo complementasse os recursos destinados pelos parlamentares.

"Naquele momento, montamos um cardápio com todas as obras estruturantes de Minas Gerais, centenas: recuperação de estradas, reformas de escolas, conclusão de hospitais e de UBS. E chamamos cada um dos parlamentares e dissemos: 'Deputado, se você colocar suas emendas nesses projetos estruturantes, para cada milhão que você aplicar, nós colocaremos dois'. E tivemos uma adesão surpreendente", afirmou.

O ex-governador também criticou o volume atual de emendas parlamentares impositivas e defendeu mudanças na legislação para aumentar a transparência na alocação dos recursos.

"Sou contrário ao nível atual de emendas parlamentares impositivas, e também precisamos de transparência. Então, a legislação precisa avançar. Caso contrário, continuaremos vendo esses projetos paroquiais, que atendem a interesses particulares e não ao interesse público", declarou.

Em entrevista a jornalistas após sua fala no evento, Zema foi questionado sobre o tema e respondeu que, mesmo se tivesse recursos, "não compraria" votos.

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